Seis anos da maior tragédia com mortos e feridos em Barbalha

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O caminhão ficou completamente destruído na Avenida Paulo Maurício – foto Silva Neto

Era sábado dia 16 de julho de 2011, início da noite, na Vila Santo Antônio em meio a calma, a paz e a tranquilidade da movimentação popular no quarteirão antes do Hospital Santo Antônio, em pouco minutos tudo virou um pesadelo com um acidente envolvendo um caminhão que descia no sentido Jardim/Barbalha e um ônibus da Viação Bela Vista o qual com o peso do caminhão foi arremessado para cima de pessoas nas calçadas e dentro das residências, veículos e motos também foram atingidos, imóveis destruídos, gente dentro do ônibus e nas residências gritando por socorro, dentro das casas e dentro da cabine do caminhão pessoas mortas, produtos químicos espalhados no asfalto e nas calçadas, correia de muitas pessoas para ver o que tinha acontecido, uma tragédia sem tamanho que jamais teria acontecido em Barbalha.

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O ônibus da Empresa Bela Vista foi arremessado para dentro das residências – foto Silva Neto

Todos os órgãos de segurança pública foram acionados para a Vila Santo Antônio, muita gente querendo ajudar e muitas pessoas foram socorridas para os hospitais Santo Antônio e São Vicente de Paulo, Polícia de Barbalha, Juazeiro e Crato, Corpo de Bombeiros, Ambulâncias, Demutran, profissionais da medicina que estavam de folga foram acionados para comparecer aos hospitais, numa luta muito grande para socorrer os feridos, alguns socorridos faleceram ainda na noite da tragédia, outros passaram meses hospitalizados e ainda hoje sofrem com sequelas que ficaram para toda a vida.

Neste dia 16 de julho, são exatos seis anos da tragédia, ainda é muito presente tudo o que aconteceu naquela noite na vida das pessoas que sobreviveram do acidente. O pesadelo daquela noite ainda é tão forte, que, quem sobreviveu prefere não falar, é como se o filme de terror estivesse acontecendo agora.

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Duas pessoas morreram pesas as ferragens da cabine do caminhão – foto Silva Neto

Na tragédia de 16 de julho de 2011, morreram seis pessoas e outras vinte ficaram nos leitos dos hospitais Santo Antônio e São Vicente de Paulo. No caminhão três pessoas, duas morreram na hora dentro da cabine e uma foi resgatada em estado considerado gravíssimo. O transito foi fechado no quarteirão do Hospital Santo Antônio, ali só entrava e saia os veículos e equipes de socorro, na descida da CE Jardim Barbalha, o transito foi todo para a Rua Zuca Sampaio.

No andamento das investigações sobre a tragédia, se descobriu que o caminhão transportava produtos químicos. Nos tramites da justiça, a empresa responsável foi condenada a indenizar as famílias das vítimas fatais e dos que sobreviveram, esta semana que passou falando sobre a situação, uma mulher que prefere não ter o nome divulgado, disse que o pagamento de sua indenização ainda não saiu do papel, o advogado luta bastante e a empresa continua sem dar atenção ao caso, ela ainda sente muitas dores pelo corpo, e ainda vive o pesadelo dos piores momentos de sua vida quando acorreu o acidente.

Naquela noite a nossa reportagem estava no centro da cidade de Barbalha, foi uma chuva de telefonemas de pessoas repassando as informações para o nosso de trabalho jornalístico, em poucos minutos chegamos a Avenida Paulo Maurício, encontramos amigos da imprensa local e chegando outras equipes das cidades de Juazeiro e Crato, tivemos dificuldades para fazer os registros fotográficos, pois no asfalto a lama dos produtos pregava nos calçados, ali, muitas pessoas transtornadas procurando familiares entre o ônibus e as residências, outras pessoas em gritos e prantos pela morte de familiares, centenas de pessoas nas calçadas, e muitas em meios ao que tinha acontecido procurando ajudar no que era possível.

Finalmente, na Avenida Paulo Maurício, Vila Santo Antônio, noite de 16 de julho de 2011, aconteceu a maior tragédia de todos os tempos na cidade de Barbalha, com seis mortos e vente feridos no acidente.

Silva Neto

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