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Aumento de Imposto de Renda não passa na Câmara, diz Rodrigo Maia

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Para haver mudança na alíquota é preciso a aprovação da Câmara e do Senado ( Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados )

Mais cedo Temer havia confirmado estudos sobre o assunto, ressaltando que eles são rotineiros, mas que não há nada decidido

por Folhapress

Horas depois de Michel Temer confirmar a existência de estudos para aumentar a alíquota do Imposto de Renda, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (8) que a medida não seria aprovada pela Casa.

“Se tiver que passar pela Câmara não passa”, disse o deputado, que é aliado de Temer, em rápida entrevista.

Mais cedo Temer havia confirmado estudos sobre o assunto, ressaltando que eles são rotineiros, mas que não há nada decidido.

“Há os mais variados estudos. Mas são estudos que se fazem rotineiramente”, disse o presidente da República.

Segundo os jornais “O Globo” e “O Estado de S. Paulo”, o governo estuda um pacote de aumento de impostos para quem ganha salários maiores de R$ 20 mil. Para haver essa mudança é preciso a aprovação pela Câmara e Senado.

Previdência

Temer também afirmou que há uma “necessidade imperiosa” de se fazer a reforma da Previdência, quase uma semana depois de conseguir barrar a denúncia por corrupção na Câmara.

“Neste ano o deficit previdenciário é de R$ 284 bilhões e no ano que vêm de R$ 205 bilhões, se nós não fizermos esta reforma vai ser dificílimo enfrentar os próximos anos”, afirmou, em um congresso da Fenabrave (associação das concessionárias de veículos).

O discurso foi feito após executivos do setor, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) cobrarem que a reforma seja feita com celeridade.

Tanto Alckmin como Maia se comprometeram a ajudar nas articulações para que ela seja aprovada.

Ao público de executivos, Temer também defendeu que as reformas política e tributária -com simplificação de tributos- sejam aceleradas no Congresso.

Segundo ele, têm sido feitos nos últimos anos “pequenos remendos” na Previdência, que não foram suficientes para estancar o deficit a partir dos próximos anos.

O presidente voltou a dizer que o Brasil precisa de medidas desestatizantes.”Temos que tentar mudar um pouco a cultura que existe no Estado brasileiro de que não se pode prosperar se não transferir várias de suas atividades para a iniciativa privada”, disse.

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