Agência Intera

Publicado em 07/09/2013 às 07h44:

MG - Polícia desmonta rede de prostituição que atuava na Capital e no interior

Operação Copa do Mundo II prendeu três pessoas na capital mineira.

(Foto: Pedro Triginelli/G1)

(Foto: Pedro Triginelli/G1)

Dinheiro e documentos também foram apreendidos pela polícia

Dois carros de luxo e mais de 300 celulares foram apreendidos.

A Polícia Civil desmontou uma rede de prostituição que atuava em Belo Horizonte e interior de Minas Gerais. Nesta quarta-feira (4), foi preso na capital mineira um casal suspeito de chefiar a quadrilha. Durante a operação, foram apreendidos dois carros de luxo, uma BMW e uma Land Rover, além de 300 celulares. Cerca de 50 mulheres faziam parte do esquema.

A operação denominada “Copa do Mundo II” teve início após uma denúncia de um site que agenciava garotas de programa. De acordo com a delegada Pollyanna Aguiar, o casal preso vivia uma vida de luxo. “Eles viviam em alto padrão, tudo adquirido com provento do crime. É tudo de alto luxo”, afirmou. A operação leva esse nome porque a políca vai realizar até a Copa do Mundo várias ações contra a exploração sexual.

O esquema da quadrilha funcionava com motoristas e atendentes de telemarketing. O cliente ligava para um telefonista, que negociava o programa. Depois disso, um motorista levava a garota até o local combinado. A quadrilha agenciava as garotas e fazia propaganda por meio de jornais e sites.

Durante o cumprimento de mandado de prisão do casal, um motorista foi preso em flagrante. Também foram apreendidos R$ 2,4 mil em dinheiro, documentação e CPU. A delegada afirmou que, durante as investigações, descobriu-se que a rede também funcionava no interior de Minas Gerais. “Quando cumprimos os mandados, nos deparamos com vários celulares com o nome de cidades do interior. Eles usavam os celulares para marcar os encontros no interior”, disse.  Entre as cidades estão Uberlândia, Pouso Alegre, Montes Claros e Lavras.

Durante a apresentação feita pela polícia nesta sexta-feira (6), vários celulares apreendidos tocavam com possíveis telefonemas de clientes. Dois imóveis eram usados pela quadrilha. No Prado, um deles está registrado como um escritório de informática, mas, segundo a delegada, funcionava a sede da quadrilha. No Alto Barroca, o outro imóvel está registrado como uma clínica de estética, mas a delegada afirma que o local é onde aconteciam os programas. A Polícia acredita que os locais eram usadas também para lavagem de capitais.

A mulher foi presa nesta quarta-feira (4) perto de casa, no bairro Gutierrez. O homem foi detido no imóvel no Prado. Segundo a polícia, a pena dos dois suspeitos pode chegar a 24 anos de prisão.

De acordo com Pollyanna Aguiar, as investigações ainda vão continuar. "Estamos investigando se a quadrilha também atuava fora do estado", falou.

Dinheiro e documentos também foram apreendidos pela polícia (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Pedro TriginelliDo G1 MG

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